Desta vez vou escrever para ti. Não será para o "tu" de uma ou outra vez, será para o teu "tu"; e atenção, não o faço porque fica bem, não o faço para atenuar as coisas; faço-o porque me motiva, porque estou a pensar em ti e porque muitas vezes gostava de te falar assim como te escrevo: sem inseguranças, sem momentos de silêncio inoportuno ou de palavras tremidas. Tu sabes do que falo.
Enfim. Gostava de conseguir explicar-te aquilo que sinto, o quanto gosto de ti e, claro, anseio ser capaz de te fazer perceber o quanto tenho saudades nossas: de ter a tua companhia, todos os dias, até casa; de vestir o teu casaco "dois em um"; de te ter bem perto de mim até quando fui (fomos) de férias; dos teus telefonemas tardios; de te ver, sobretudo de te ver a olhar para mim, fazendo-me perceber que estás feliz com a minha presença; daquelas minhas noites de Verão que sempre se fizeram acompanhar por ti; e até de sentir aquele nervosismo que eu tanto te dizia que me irritava, quando íamos para lugares "só nossos". Nem as nossas desavenças e discórdias (que eram raríssimas, devo reconhecer) escapam.
Olha que estas saudades consomem-me a alma, devoram-me o pensamento, esmagam-me e compactam-me a consciência e, por isso, apetece-me gritar com o mundo, apetece-me gritar-te ao ouvido; estou furiosa, exuberante, colérica... estou triste. Estou triste por não sentir a tua presença. Estou desconsolada por não me sorrires com o olhar. Estou infeliz por não te ter aqui, comigo.
Desculpa...
Enfim. Gostava de conseguir explicar-te aquilo que sinto, o quanto gosto de ti e, claro, anseio ser capaz de te fazer perceber o quanto tenho saudades nossas: de ter a tua companhia, todos os dias, até casa; de vestir o teu casaco "dois em um"; de te ter bem perto de mim até quando fui (fomos) de férias; dos teus telefonemas tardios; de te ver, sobretudo de te ver a olhar para mim, fazendo-me perceber que estás feliz com a minha presença; daquelas minhas noites de Verão que sempre se fizeram acompanhar por ti; e até de sentir aquele nervosismo que eu tanto te dizia que me irritava, quando íamos para lugares "só nossos". Nem as nossas desavenças e discórdias (que eram raríssimas, devo reconhecer) escapam.
Olha que estas saudades consomem-me a alma, devoram-me o pensamento, esmagam-me e compactam-me a consciência e, por isso, apetece-me gritar com o mundo, apetece-me gritar-te ao ouvido; estou furiosa, exuberante, colérica... estou triste. Estou triste por não sentir a tua presença. Estou desconsolada por não me sorrires com o olhar. Estou infeliz por não te ter aqui, comigo.
Desculpa...


